RECUPERAÇÃO PARALELA

São duas ou três semanas, ao final de cada trimestre, em que os alunos recebem uma orientação para trabalhos complementares variados, a serem realizados em casa e entregues ao professor, além de participarem também de Plantões de Dúvidas para explicações sobre os temas estudados, revisão ou novas abordagens do mesmo conteúdo. Ao final de cada trimestre, os professores indicam no boletim se o aproveitamento dos alunos convocados para a recuperação foi satisfatório ou não. Assim, a recuperação não muda a nota trimestral, mas oferece maiores condições ao aluno de avançar em seu aproveitamento.

Presença e produção, nestas atividades, são consideradas ao final do ano, quando os professores atribuem o 5º conceito. Após esta etapa, os alunos que não atingirem a média exigida poderão ainda realizar estudos finais de recuperação.

GRADE CURRICULAR

Justificativas para alteração do tempo das aulas de 50 para 75 minutos.

A equipe pedagógica da Escola “Verde que te quero verde…”, após longo período de debate, decidiu alterar o tempo de duração das aulas, de 6 aulas de 50 minutos para 4 aulas diárias de 75 minutos, visando melhorar os seguintes pontos:

Diminuir a fragmentação do tempo escolar. As passagens de uma aula para a outra provocam uma perda grande do tempo efetivamente utilizado em classe. Os 50 minutos oficiais são reduzidos, muitas vezes, a apenas 40, ou menos, pois o (a) professor (a) necessita de tempo para se deslocar de uma classe à outra, organizar o grupo, apresentar as orientações necessárias e depois finalizar a aula. Com quatro aulas de 75 minutos, conseguimos diminuir essas passagens, permanecendo apenas duas delas e um intervalo de 25 minutos no meio do período.

Dessa forma, contribuímos para um melhor aproveitamento do tempo escolar, diminuindo sua fragmentação.

Favorecer a ampliação do tempo de concentração dos alunos. Justamente no momento em que os alunos estão maiores, quando o tempo de concentração exigido deveria aumentar, a escola, de um modo geral, deveria diminuir a fragmentação do tempo, para a concentração exigida ser ainda mais elevada. Assim como a questão apontada no item anterior, sobre as aulas de 50 minutos, que favorecem uma maior dispersão por parte dos alunos. Nas aulas mais longas (75′), os alunos necessitam se concentrar por um tempo maior, o que é perfeitamente possível, visto que isso já ocorre nas séries iniciais. Um aluno de 1ª à 4ª série (2º ao 5º ano) permanece, com frequência, mais de uma hora realizando a mesma atividade. Os alunos maiores necessitam ampliar essa capacidade e não diminuí-la, como ocorre numa gestão do tempo muito fragmentada.

Atender a necessidade de ritualização das aulas. Com aulas mais longas, os professores, por não estarem tão pressionados pelo tempo, têm maior disponibilidade para ritualizar a aula, organizando-a de forma que um aluno possa perceber seus vários momentos. Iniciam a aula compartilhando seu plano de trabalho com os alunos, desenvolvem as atividades necessárias e finalizam, retomando o que foi possível realizar ou não e discutindo com os alunos a continuidade do trabalho. Dessa forma, os estudantes, juntamente com seus professores, sentem-se co-responsáveis pelo processo de ensino e aprendizagem.

Oferecer o tempo necessário para a realização de projetos, debates ou outras atividades de duração mais longa. O trabalho realizado na Escola “Verde que te quero verde…” inclui a realização de projetos e atividades voltados à formação integral do aluno, necessitando, portanto, desenvolver habilidades adequadas ao momento atual. Nossa experiência mostra que essas atividades, muitas vezes, não cabem em um tempo restrito de 50 minutos. Uma aula mais longa favorece adoção de estratégias de trabalho mais dinâmicas e coerentes com os princípios de trabalho adotados pela escola.

Diminuir a quantidade de material a ser trazido pelos alunos diariamente. Nesta idade, muitos alunos vêm sozinhos para a Escola, utilizando-se do transporte coletivo, carregando seu próprio material. Um número menor de aulas no dia contribui para a redução da quantidade de material necessário e, consequentemente, para a organização e a diminuição do peso da mochila dos alunos.

Favorecer um planejamento das aulas mais detalhado por parte dos professores. Com um número menor de aulas a serem planejadas, os professores ficam com maior disponibilidade para realizar o planejamento de maneira mais detalhada e fazer um acompanhamento efetivo das necessidades individuais dos alunos.